18 de out de 2015


      O texto a seguir é um desabafo pessoal de um jovem indignado com seus sonhos reprimidos pelo sistema atual de educação que o obriga a ser bom em matérias na qual o mesmo não possui afinidade alguma. Primeiramente, eu gostaria de ressaltar a imensa gratidão que tenho por meus professores e pela instituição na qual sou matriculado, que vem me ensinando dia após dia a pensar como uma pessoa de verdade e criticar sobre uma dose exata algo que me incomoda. Como todos sabem, eu tenho não só um, como vários sonhos. Um deles, o mais importante e que está sendo o foco desta publicação, é o meu sonho de ser escritor. Escrever sempre foi a minha paixão, porém durante todos esses anos, o máximo do máximo que pude desenvolver na minha escrita foi a partir de treinos por conta própria, pois o ensino que fui submetido (e todos foram) me obriga a estudar algo que suga toda a minha energia afim de me preparar para o "mercado de trabalho".
      Eu tenho ideias guardadas para produção de livros que vão de ficção, passam pela aventura, drama e até romance. Mas onde acho esse tempo para escrever? De uma semana letiva escolar, quatro desses dias eu vivo no colégio em tempo integral (só quem observa o meu dia-a-dia e dos meus colegas poderá perceber). Chego em casa ás sete horas da noite acompanhado de uma carrada de trabalhos e provas para estudar, para no dia seguinte ter que estar ás cinco horas da manhã disposto para mais um dia no colégio. Dai vem meus críticos pensamentos sobre esse sistema de ensino atual do Brasil, que enche os alunos de matérias na quais os mesmos não desejam cursar. Posso me usar como exemplo e mencionar que sou obrigado a estudar matemática (não só estudar, como ser bom em matemática), física e química para me "preparar para o futuro", sendo que o horizonte que eu desejo explorar se encontra muito distante desse ambiente.
      Como posso focar num seminário de português? Como posso ler um livro recomendado por um professor? Como posso, eu mesmo produzir uma redação em casa as pressas (por falta de tempo) sem ser chamado de preguiçoso? As vezes, durante uma aula ou outra dessas matérias, podemos nos deparar com uma pergunta parecida com essa: "mas onde diabos eu vou usar isso na minha vida?". Recentemente, no início desse mês ouvi uma resposta bem intrigante para tal pergunta: "para quem for cursar 'x' curso, isso é muito importante". Tá, mas e eu que não quiser cursar 'x' curso?
      Eu sei que isso tudo é de extrema importância para a construção de um conhecimento próprio, mas o que as instituições acabam por não enxergar é que o aluno que não se encaixar numa determinada "inteligência", criada por uma hierarquia tendo como morada o ambiente escolar, acabará sendo reprimido (muitas vezes estará sujeito a uma gigantesca sobrecarga) ou até mesmo ser levado a reprovação. São muitas coisas que poderia falar e discutir aqui como o tempo exigido, a obrigação e cobrança para tais estudos. Eu realmente não sei o que será do meu futuro como escritor, já que ainda me restam três anos dentro deste curso técnico em biocombustíveis (que é mesclado ao ensino médio), porém estou pensando seriamente na possibilidade de largar o curso por não sentir vocação para isso.
      Quanto a área técnica do curso eu não tenho do que reclamar, já que estou onde estou por escolha minha. Mas sobre a grade de ensino médio, sinto que não sou o único do país a sentir essa repressão. Muitos por ai sonham em ser atores, cantores, músicos, dançarinos, youtubers, escritores, e por ai vai... Mas onde vemos o espaço na educação para isso? Quantas pessoas já não desistiram de seus sonhos? Eu, apenas estou vendo meu tempo ser roubado para satisfazer um sistema capitalista onde para minha sobrevivência, terei que correr para os cursos de engenharia, medicina, direito, etc. "O resto é apenas considerado perca de tempo". Espero não ser chamado de "fracassado" pelos "inteligentes" caso tenha que desistir dessa instituição para correr atrás do que eu quero. Se alguma voz autoritária estiver lendo essa publicação, leve isso como um pedido de ajuda.

Obrigado pela sua atenção, até o próximo post. 
P.S. Se me permitirem tempo para viver.

12 de out de 2015


      Vivo em uma sociedade que talvez não compreenda meu envolvimento com um personagem de seriado (principalmente se o mesmo vem de um mundo tão complexo que é este presente em Skins) devido as semelhanças psicológicas. Nesse final de semana, tive a oportunidade de assistir os episódios que me restavam para o fim da primeira geração. Foram duas temporadas, dez episódios episódios cada, com 45 minutos de duração, que tinham como personagens principais: Cassie, Sid, Tony, Maxxie, Jal, Michelle, Anwar, Chris e Effy.
      A série, onde cada episódio foca na vida de um dos integrantes da turma, acabou profundamente me tocando de uma forma inexplicável. Foi extremamente gratificante ver, ao longo dessas duas temporadas assistidas com muita calma e amor, a evolução dos personagens em relação aos seus problemas e questionamentos. Em especial, que seria justamente a minha intenção aqui hoje, coloco sobre os holofotes a graciosa Cassandra Ainsworth, apelidada carinhosamente de Cassie, ou simplesmente Cass. É de forma bem pessoal que vou relatar aqui minhas sensações mais sinceras, pensamentos distantes e ensinamentos adquiridos através desta personagem inesquecível.
      [Recomendo uma leitura desta PÁGINA, pois contém um resumo completo da personagem que pode ser útil, caso você não tenha assistido ao seriado. Até usei algumas definições aqui para que me permitisse a criação de uma linha de raciocínio]
      Logo no início da série, vi uma garota bastante complicada, talvez por não ser compreendida por seus amigos, saindo de uma clínica de reabilitação metal. Dona de uma sinceridade afiada até o último fio de cabelo e um ar de inocência. Essa era Cassie! Quem olhasse para ela, não julgaria ter problemas interiores que causavam choques com a realidade. Apesar das desilusões, sempre estava a espalhar sua simpatia repleta de "wow's" e "lovely's".

10 de out de 2015


      Coisa boa de acontecer foi esse feriado cair numa segunda-feira, tornando assim o nosso final de semana mais longo e proveitoso. Ontem tirei o resto da noite pra descansar, ouvir umas músicas e atualizar algumas séries (admito que devia estar estudando). O blog ainda vai ficar um pouco desatualizado nas próximas semanas, pois sempre fui péssimo em organização e vejo meu tempo disperso de vários nadas que costumo fazer ao errar na programação de tarefas rotineiras. Nem iria publicar aqui no blog durante essa folga, mas acabei tendo as inspirações necessárias pra escrever esta postagem. Resolvi fazer uma playlist, linda de bonita, com as músicas alternativas que mais escuto. Elas são cativantes, com letras adoráveis e melodias explosivas. Vale a pena conferir. Quem sabe você não encontra aqui seus próximos vícios musicais? Assim com eu, você pode amá-los por acaso.


      E para abrir com chave de ouro introduzo a banda MisterWives (meus amores). Confesso ser apaixonado por TODAS as músicas da banda, mas esta em especial, chamada Reflections, é minha preferida. Como sou um tanto exibido, deixo mais uma música da banda aqui em baixo chamada Best I Can Do

3 de out de 2015


      Já sentiu um vazio te encher de felicidade? Reflita sobre essa sensação que nem te corrói e nem te fornece o prazer de um sorriso direcionado a um qualquer. Cuidado! Eles estão te observando, de longe, para mais tarde analisarem sua energia canalizada pela ausência da cor. Não sabe quem são eles? Preocupante, pois eles acham que sabem quem você é. Você tem esse grande vazio perceptível repleto de ideias distorcidas e incompreendidas. Pode assim o mesmo ser chamado de vazio?
      Oh, individualidade branca por fora, colorida por dentro e confusa para os olhares daltônicos. Você pode achar não valer nada por estar longe dessas cores visíveis a olho nu, quando nem imagina conter uma essência validada em ouro. A verdade rapaz, é que te querem arrancar os sonhos. Você vive em um mundo onde pessoas usam o poder das palavras cruéis para conseguir carregar sua imagem por um corredor repleto de ignorância apontada ao teu rosto com dedos indicadores. Você está ai, e eles não podem recriar seus valores como forma de controle.
      És tão vazio como dizem? Por que julgam antes de entender ao invés de entender antes de julgar? Se o que tem ai pode ser chamado de vazio, ainda possui muito espaço para mais sonhos e esperanças. Guarde suas inseguranças e não se dê ao trabalho de sujar suas roupas brancas com medidas desesperadas daqueles que te invejam. Como mostrar para eles a sua essência harmonizada? Você não precisa. Admire, sinta e respire esse ar puro que te rodeia sem ter a pressa de auto-colorir o exterior tão julgado. 

Texto Escrito Por: Ronyson Severiano